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Quanto Custa um Divórcio no Rio de Janeiro? Valores em Cartório e na Justiça

Direito de Família · Rio de Janeiro

Quanto Custa um Divórcio no Rio de Janeiro? Valores em Cartório e na Justiça

Honorários, escritura, custas, impostos da partilha: entenda cada item antes de assinar — e descubra onde estão os custos que ninguém menciona na primeira conversa.

Dupret Pessôa Advogados Associados · Copacabana, Rio de Janeiro

Quanto custa um divórcio no Rio de Janeiro: valores em cartório e na Justiça

Resumo: Quanto custa um divórcio no Rio de Janeiro depende do caminho escolhido. O divórcio consensual em cartório é a via mais econômica e envolve honorários advocatícios e a escritura pública; num caso típico, com partilha de bens, o total costuma ficar entre R$ 6.000 e R$ 10.000. Já o divórcio judicial soma custas processuais e, quando litigioso, honorários bem maiores e anos de processo. Os impostos sobre a partilha (ITBI e ITCMD) são o custo mais subestimado. Neste guia, explicamos cada item e como evitar gastos desnecessários.

C
Sócia fundadora Dra. Cristiane Dupret Presidente do IDPB. Mestre em Direito (UERJ), especialista pela Universidade de Coimbra, professora da UERJ e da EMERJ, autora de mais de 10 obras jurídicas.
U
Sócio fundador Dr. Ulisses Pessôa Vice-Presidente do IDPB. Doutor em Direito (UNESA), professor do Mestrado/Doutorado da UNESA e da pós-graduação da UERJ.

Quanto custa um divórcio é, quase sempre, a primeira pergunta de quem decidiu encerrar o casamento — e a resposta honesta é: depende do caminho. No Rio de Janeiro, o mesmo divórcio pode custar alguns milhares de reais e ser resolvido em dias no cartório, ou consumir dezenas de milhares de reais e anos de desgaste na Justiça. A diferença não está na sorte: está nas escolhas feitas logo no início.

O valor final é a soma de quatro grupos de custos: os honorários do advogado (obrigatório por lei em qualquer modalidade), a escritura pública ou as custas judiciais, os impostos que podem incidir sobre a partilha de bens e as taxas de averbação e certidões. Cada um desses itens varia conforme exista ou não consenso entre o casal, filhos menores e patrimônio a dividir.

Neste artigo, o escritório Dupret Pessôa Advogados Associados, de Copacabana, explica quanto custa um divórcio em cada modalidade no Rio de Janeiro, o que mudou com a Resolução CNJ 571/2024 para quem tem filhos menores e quais erros transformam uma separação simples em um processo caro e longo.

Quanto custa um divórcio em cartório (extrajudicial)

O divórcio extrajudicial é feito por escritura pública em um Cartório de Notas, sem processo judicial. Ele foi criado pela Lei nº 11.441/2007 e hoje está disciplinado pelo Código de Processo Civil (art. 733). É a via mais rápida e mais barata — em muitos casos, a escritura é lavrada em poucos dias, e há cartórios que concluem o ato no mesmo dia, com toda a documentação pronta.

Os custos dessa modalidade se dividem em três partes. Primeiro, os honorários advocatícios: a presença de advogado é exigência legal mesmo no cartório, e a tabela da OAB-RJ fixa valores mínimos para o ato. Segundo, os emolumentos da escritura, tabelados anualmente pela Corregedoria-Geral da Justiça e disponíveis no portal do TJRJ — em divórcios sem partilha de bens, trata-se de um valor fixo relativamente baixo; havendo partilha, os emolumentos passam a ser calculados sobre o valor do patrimônio. Terceiro, as despesas acessórias: certidão de casamento atualizada (validade de 90 dias para o ato) e a averbação do divórcio no Registro Civil onde o casamento foi lavrado.

Somando tudo, quanto custa um divórcio consensual em cartório no Rio de Janeiro? A Tabela Indicativa de Honorários da OAB-RJ fixa, para o divórcio extrajudicial, um honorário advocatício a partir de R$ 3.000, acrescido de um percentual quando há partilha de patrimônio. Somando honorários, escritura e as despesas de certidão e averbação, um caso típico — que, na Zona Sul, quase sempre envolve a partilha de um imóvel — costuma ficar entre R$ 6.000 e R$ 10.000 no total. Com patrimônio mais expressivo, o valor cresce proporcionalmente — e é aí que o planejamento jurídico faz mais diferença, como veremos adiante.

Requisitos do divórcio em cartório: consenso integral entre os cônjuges sobre todos os pontos (fim do casamento, partilha ou sua dispensa, uso do nome e eventual pensão entre os cônjuges), assistência de advogado e inexistência de questões de filhos menores ainda não decididas pela Justiça. Não há prazo mínimo de casamento nem necessidade de separação prévia.

Quanto custa um divórcio judicial no Rio de Janeiro

Quando não há acordo — ou quando há questões de guarda, convivência e pensão dos filhos ainda não resolvidas —, o caminho é o processo judicial. Aqui, quanto custa um divórcio passa a depender diretamente do nível de conflito.

No divórcio judicial consensual, o casal apresenta um acordo ao juiz para homologação. Os custos envolvem as custas processuais (recolhidas por GRERJ, conforme as tabelas do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro) e honorários advocatícios geralmente próximos aos da via extrajudicial. O processo costuma durar de semanas a poucos meses.

No divórcio litigioso, cada cônjuge contrata seu advogado, há instrução probatória, audiências e, com frequência, perícias e discussões patrimoniais. Os honorários são significativamente maiores — em regra calculados também sobre o proveito econômico da partilha —, o processo pode durar de um a três anos ou mais, e ainda existe o custo invisível: o desgaste emocional da família e a paralisação do patrimônio, que não pode ser vendido livremente enquanto a partilha não termina.

Atenção: quem não tem condições de pagar as custas pode requerer a gratuidade de justiça, prevista no Código de Processo Civil. A gratuidade alcança as custas processuais, mas não substitui a orientação técnica: um acordo mal redigido hoje é a origem das execuções, sobrepartilhas e novos processos de amanhã.

O que compõe o preço: os quatro grupos de custos

Independentemente da modalidade, o valor do divórcio no Rio de Janeiro é sempre a soma dos mesmos quatro grupos. Visualizar essa composição evita a armadilha mais comum: comparar apenas honorários e ignorar impostos e emolumentos, que podem superar — e muito — o valor pago ao advogado.

Infográfico: o que compõe quanto custa um divórcio no Rio de Janeiro — honorários, escritura, impostos e averbação
ItemDivórcio em cartórioDivórcio judicial
HonoráriosMínimos da tabela OAB-RJ; maiores com partilhaConsensual: similares · Litigioso: substancialmente maiores, em geral vinculados ao patrimônio
Taxas do EstadoEmolumentos da escritura (tabela CGJ/TJRJ)Custas processuais e taxa judiciária (GRERJ)
Impostos na partilhaITBI/ITCMD se a divisão for desigualITBI/ITCMD se a divisão for desigual
Prazo típicoDias a poucas semanasConsensual: semanas a meses · Litigioso: 1 a 3+ anos
Requisito centralConsenso total + advogadoQualquer cenário, inclusive sem acordo

Divórcio com filhos menores: o que mudou com a Resolução CNJ 571/2024

Durante quase duas décadas, ter filhos menores ou incapazes obrigava o casal a se divorciar na Justiça, mesmo com acordo total. Isso mudou. A Resolução nº 571/2024 do Conselho Nacional de Justiça passou a permitir a escritura de divórcio em cartório mesmo havendo filhos menores ou incapazes, desde que as questões de guarda, convivência e pensão alimentícia já tenham sido resolvidas previamente pela via judicial, com a decisão indicada na escritura.

Na prática, abriu-se um caminho híbrido e mais econômico: resolve-se judicialmente apenas o capítulo dos filhos (que pode ser um procedimento consensual rápido de homologação) e formaliza-se o fim do casamento e a partilha no cartório. Para famílias com patrimônio, essa combinação costuma reduzir tempo e custo de forma relevante — mas exige um advogado que saiba sequenciar corretamente as duas etapas.

Ponto de atenção legislativo: a regulamentação é recente e os cartórios aplicam requisitos formais rigorosos (decisão judicial válida sobre todos os pontos relativos aos filhos, documentação completa, consenso integral). Um detalhe faltante devolve o caso inteiro para a via judicial. Antes de protocolar qualquer pedido, vale validar a estratégia com um especialista.

Partilha de bens: onde o valor do divórcio dispara

Se há um lugar onde o custo surpreende, é na partilha. Dois mecanismos explicam isso. Primeiro, os emolumentos e custas proporcionais: com patrimônio envolvido, cartório e Justiça calculam suas taxas sobre o valor dos bens partilhados — um apartamento em Copacabana ou Ipanema muda completamente a conta. Segundo, os impostos de transmissão: quando um dos cônjuges fica com mais do que a sua meação (a metade que já lhe pertence), a diferença é tratada como transmissão de patrimônio. Se for onerosa (com compensação financeira), incide ITBI, imposto municipal; se for gratuita (sem compensação), incide ITCMD, imposto estadual sobre doações.

É exatamente aqui que a assessoria jurídica se paga. A forma de dividir os bens — quem fica com o imóvel, como se compensa a diferença, se vale manter um bem em condomínio, como tratar financiamentos e benfeitorias — altera diretamente a base de cálculo dos tributos e dos emolumentos. Em divórcios com imóveis, a atuação coordenada com a área de negócios imobiliários evita pagar imposto desnecessário e descobre pendências registrais antes que travem a escritura.

Erros que encarecem o divórcio (e como evitá-los)

Em mais de duas décadas de atuação, vemos os mesmos erros transformarem separações simples em litígios caros:

  • Fechar “acordo de boca” e formalizar depois. Promessas verbais sobre pensão, imóvel ou dívidas não valem nada juridicamente — e viram o combustível do litígio futuro.
  • Deixar a partilha “para depois”. É legalmente possível divorciar sem partilhar, mas o patrimônio fica em condomínio: ninguém vende, aluga ou financia com liberdade, e a sobrepartilha futura custa de novo.
  • Ignorar os impostos da divisão. Uma partilha desenhada sem cálculo tributário pode gerar ITBI ou ITCMD evitáveis — frequentemente o maior custo isolado do divórcio.
  • Usar um único “advogado dos dois” em caso com conflito real. Em consenso genuíno, um advogado comum é lícito e econômico; havendo divergência, cada parte precisa de defesa própria desde o início.
  • Misturar o divórcio com outros conflitos sem orientação. Separações que envolvem acusações entre os cônjuges — como em contextos de violência doméstica e medidas protetivas — exigem condução técnica coordenada, porque o que se diz em um processo repercute no outro.

Por que contratar um advogado de família experiente no Rio de Janeiro

O advogado não é uma taxa a mais na conta do divórcio: é o item que determina o tamanho de todos os outros. É ele quem identifica se o seu caso cabe no cartório ou precisa da Justiça, sequencia as etapas para aproveitar a Resolução CNJ 571/2024, desenha a partilha com o menor impacto tributário lícito e redige o acordo que impede novos processos. A diferença entre uma cláusula bem escrita e uma cláusula ambígua é, literalmente, a diferença entre encerrar um capítulo da vida e reabri-lo no fórum anos depois.

Tentar economizar nessa etapa — com modelos prontos da internet ou com o profissional mais barato — costuma sair caro: escrituras devolvidas pelo cartório, acordos inexequíveis, impostos pagos a mais e partilhas que precisam ser refeitas. Quem pergunta quanto custa um divórcio deveria perguntar também quanto custa um divórcio malfeito.

Quem assina este conteúdo

O Dupret Pessôa Advogados Associados, com sede em Copacabana, no Rio de Janeiro, reúne atuação reconhecida em Direito Penal e uma equipe experiente nas áreas de família, sucessões, cível e empresarial, com atuação em todas as instâncias, inclusive nos Tribunais Superiores.

A Dra. Cristiane Dupret é Presidente do Instituto Direito Penal Brasileiro (IDPB), Mestre em Direito pela UERJ, especialista pela Universidade de Coimbra, professora da UERJ, da EMERJ e da FEEMP e autora de mais de dez obras jurídicas. O Dr. Ulisses Pessôa é Vice-Presidente do IDPB, Doutor em Direito, professor titular do Mestrado e Doutorado em Direito da UNESA e professor permanente da pós-graduação em Ciências Criminais da UERJ.

À frente do escritório, os sócios garantem que cada caso de família seja conduzido com rigor técnico, sigilo e a sensibilidade que o momento exige — do primeiro atendimento à averbação final.

Perguntas frequentes sobre quanto custa um divórcio

Quanto custa um divórcio em cartório no Rio de Janeiro?

Em um caso típico, com partilha de bens, o total — honorários (a partir de R$ 3.000 pela tabela da OAB-RJ, mais o percentual sobre o patrimônio), escritura e despesas de certidão e averbação — costuma ficar entre R$ 6.000 e R$ 10.000. Sem partilha de bens, o valor é menor; com patrimônio expressivo, maior.

Preciso de advogado para me divorciar no cartório?

Sim. A assistência de advogado é exigência legal do art. 733 do Código de Processo Civil, mesmo na via extrajudicial. O casal pode contratar um advogado comum, em caso de consenso, ou cada um o seu.

Tenho filhos menores. Posso me divorciar no cartório?

Desde a Resolução CNJ 571/2024, sim — desde que guarda, convivência e pensão alimentícia já estejam resolvidas por decisão judicial, que será indicada na escritura. Sem essa decisão prévia, o divórcio segue pela via judicial.

Quem paga as custas e os honorários do divórcio?

No consensual, o casal define livremente a divisão das despesas, e isso deve constar do acordo. No litigioso, cada parte arca com seu advogado, e o juiz distribui as custas e os honorários de sucumbência ao final, conforme o resultado.

Existe divórcio gratuito?

Quem comprova não ter condições de pagar pode obter a gratuidade de justiça no processo judicial, que afasta as custas. Na via extrajudicial, a legislação também prevê a gratuidade da escritura para quem se declara pobre, na forma da lei. Os honorários advocatícios, porém, seguem regras próprias.

Quanto tempo demora um divórcio?

No cartório, com documentação completa e consenso, dias ou poucas semanas. O judicial consensual costuma levar de semanas a alguns meses. O litigioso, de um a três anos ou mais, dependendo da complexidade da partilha e da comarca.

Para advogados e estudantes de Direito

Se você é advogado ou estuda Direito e quer se aprofundar e se manter atualizado com quem é referência acadêmica, conheça o IDPB — Instituto Direito Penal Brasileiro, presidido pela Dra. Cristiane Dupret. São cursos, obras e conteúdos contínuos para a prática profissional.

➤ Cursos: direitopenalbrasileiro.com.br/cursos
➤ Canal no YouTube: youtube.com/@cristianedupret

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