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Prisão Preventiva: Quanto Tempo Pode Durar e Quando Se Torna Ilegal?

A prisão preventiva não tem prazo máximo fixo em lei — mas o CPP obriga o juiz a revisá-la a cada 90 dias. Quando essa revisão não acontece, ou quando os fundamentos cessam, a medida se torna ilegal. Saiba quando acionar um advogado criminalista no Rio de Janeiro.
Advogado criminalista no Rio de Janeiro atuando em caso de prisão preventiva
Direito Penal · Prisão Preventiva no RJ

Prisão Preventiva: Quanto Tempo Pode Durar e Quando Se Torna Ilegal?

A prisão preventiva não tem prazo fixo em lei — mas isso não significa que pode durar para sempre. Entenda a revisão obrigatória a cada 90 dias, quando a medida se torna ilegal e o que um advogado criminalista pode fazer para garantir a liberdade do seu familiar.

Por Dra. Cristiane Dupret & Dr. Ulisses Pessôa — Dupret Pessôa Advogados Associados, Copacabana/RJ

Resumo: A prisão preventiva é a modalidade mais comum de prisão cautelar durante o processo criminal. Ao contrário do que muitos pensam, ela não possui prazo máximo fixado em lei — mas o Código de Processo Penal impõe limites claros: o juiz é obrigado a revisar sua necessidade a cada 90 dias, e a prisão se torna ilegal quando seus fundamentos cessam ou quando a decisão é genérica e abstrata. Este artigo explica tudo que familiares de presos precisam saber — e quando acionar um advogado criminalista no Rio de Janeiro é urgente.

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Autora Dra. Cristiane Dupret

Advogada criminalista, Mestre em Direito Penal (UERJ), Especialista pela Universidade de Coimbra, professora de pós-graduação na UERJ, EMERJ e FEEMP. Presidente do IDPB. Autora de mais de 10 obras jurídicas.

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Autor Dr. Ulisses Pessôa

Advogado criminalista, Doutor em Direito pela UERJ/UNESA, Vice-Presidente do IDPB, professor nos programas de pós-graduação da UERJ e UNESA.

Prisão Preventiva: A Primeira Pergunta de Toda Família

Quando o juiz converte a prisão em flagrante em preventiva na audiência de custódia, a primeira pergunta da família é sempre a mesma: “por quanto tempo ele vai ficar preso?” A resposta é tecnicamente complexa — e, na prática, depende muito da qualidade da atuação do advogado criminalista.

A prisão preventiva é uma medida cautelar de natureza processual: não é punição, não é condenação. Seu único objetivo é garantir o bom andamento do processo criminal enquanto ele tramita. Por isso, ela só pode durar enquanto existirem, de forma concreta e atual, os motivos que a justificaram. Quando esses motivos cessam — ou quando o juiz deixa de revisá-la no prazo legal —, a prisão se torna ilegal.

Neste artigo, a Dra. Cristiane Dupret e o Dr. Ulisses Pessôa, advogados criminalistas no Rio de Janeiro, explicam em linguagem clara quanto tempo pode durar uma prisão preventiva no RJ, quais são seus limites legais, quando ela se torna ilegal e quais instrumentos jurídicos existem para combatê-la.

Infográfico: requisitos da prisão preventiva, revisão obrigatória de 90 dias e quando se torna ilegal

Figura 1 — Requisitos da prisão preventiva, revisão obrigatória e hipóteses de ilegalidade (arts. 312 e 316 do CPP). Fonte: Dupret Pessôa Advogados Associados.

O Que É a Prisão Preventiva e Quando Pode Ser Decretada

A prisão preventiva está prevista nos arts. 311 a 316 do Código de Processo Penal (CPP). Ela pode ser decretada pelo juiz a qualquer momento do inquérito policial ou do processo criminal, sempre a requerimento do Ministério Público, do querelante ou do assistente, ou — em caso de descumprimento de medida cautelar — de ofício.

Para que a preventiva seja legal, o juiz precisa verificar dois requisitos cumulativos e ao menos um fundamento:

Requisitos cumulativos (art. 312 do CPP)

  • Fumus comissi delicti: prova da existência do crime (materialidade);
  • Indícios suficientes de autoria: elementos que indiquem o investigado ou acusado como autor ou partícipe.

Fundamentos (ao menos um deve estar presente)

  • Garantia da ordem pública: risco concreto de reiteração criminosa;
  • Garantia da ordem econômica: crimes financeiros de grande impacto;
  • Conveniência da instrução criminal: risco de destruição de provas ou intimidação de testemunhas;
  • Assegurar a aplicação da lei penal: risco concreto de fuga.

⚠️ Decisões genéricas são ilegais. O STJ e o STF têm jurisprudência consolidada exigindo que a decisão que decreta a preventiva indique elementos concretos do caso — não basta afirmar, em abstrato, que o crime “causa comoção social” ou que o acusado “poderá fugir”. Fundamentação vaga autoriza o pedido de revogação ou habeas corpus.

Quanto Tempo Dura a Prisão Preventiva? A Regra dos 90 Dias

Esta é a pergunta mais importante e a que mais gera angústia nas famílias: a prisão preventiva não tem prazo máximo fixado em lei. Em teoria, ela pode durar até o trânsito em julgado da sentença — o que, em casos complexos, pode significar anos. Na prática, porém, existem limites concretos e obrigações legais que o advogado criminalista precisa monitorar permanentemente.

Art. 316, §1° do CPP — Pacote Anticrime (Lei 13.964/2019):

“Decretada a prisão preventiva, deverá o órgão emissor da medida revisar a necessidade de sua manutenção a cada 90 (noventa) dias, mediante decisão fundamentada, de ofício, sob pena de tornar a prisão ilegal.”

Essa regra — introduzida pelo Pacote Anticrime em 2019 — é um dos instrumentos mais poderosos disponíveis para a defesa. Ela significa que:

  • A cada 90 dias, o juiz obrigatoriamente deve reexaminar se os motivos que justificaram a preventiva ainda existem e estão atuais;
  • Se o juiz não fizer essa revisão no prazo, ou fizer sem fundamentação adequada, a prisão se torna ilegal;
  • A ilegalidade por falta de revisão no prazo autoriza a impetração imediata de habeas corpus para obter a soltura.

Na prática: muitos juízes revisam a preventiva de forma automática, renovando-a com fundamentação genérica. O advogado criminalista experiente sabe identificar quando essa renovação é viciada — e como impugná-la com eficácia perante o TJRJ ou os Tribunais Superiores.

Quando a Prisão Preventiva Se Torna Ilegal no RJ

Além da falta de revisão no prazo de 90 dias, a prisão preventiva se torna ilegal nas seguintes hipóteses — todas combatíveis pelo advogado:

Hipótese de ilegalidadeInstrumento jurídicoOnde impetrar
Falta de revisão no prazo de 90 diasHabeas corpusTJRJ / STJ / STF
Fundamentação genérica e abstrataHabeas corpus / RevisãoTJRJ / STJ
Cessação do motivo que a originouPedido de revogaçãoJuízo de origem
Excesso de prazo na instrução criminalHabeas corpusTJRJ / STJ
Crime culposo, contravenção ou caso de fiançaHabeas corpusTJRJ / STJ / STF
Descumprimento de formalidades legaisHabeas corpus / NulidadeJuízo de origem / TJRJ

Como o Advogado Criminalista Combate a Prisão Preventiva Injusta

A atuação do advogado criminalista especializado é decisiva desde o primeiro dia da preventiva. As principais ferramentas jurídicas disponíveis são:

1. Pedido de revogação (art. 316 do CPP)

O advogado pode requerer a revogação da preventiva diretamente ao juiz que a decretou, demonstrando que os fundamentos cessaram — por exemplo, que o investigado tem residência fixa, emprego e não representa risco real. É o caminho mais célere quando há fatos novos favoráveis.

2. Substituição por medidas cautelares alternativas

O art. 319 do CPP prevê nove medidas cautelares menos gravosas que a prisão, entre elas: monitoração eletrônica (tornozeleira), proibição de se ausentar da comarca, comparecimento periódico em juízo e recolhimento domiciliar noturno. O advogado pode requerer a substituição a qualquer momento, demonstrando que essas medidas são suficientes para tutelar os bens jurídicos em risco.

3. Habeas corpus

Quando a ilegalidade é manifesta — falta de revisão no prazo, fundamentação genérica, excesso de prazo —, o habeas corpus é o instrumento mais eficaz. Pode ser impetrado perante o TJRJ, o STJ ou o STF, dependendo da origem da prisão e da questão jurídica envolvida. Em casos urgentes, admite-se pedido de liminar para soltura imediata.

⏱️ O tempo é crítico. Cada dia de prisão cautelar indevida é um dano irreparável. Familiares que identificam sinais de ilegalidade na preventiva — decisão sem fundamentação concreta, prazo de 90 dias vencido sem revisão, instrução encerrada sem julgamento — devem procurar imediatamente um advogado criminalista especializado no Rio de Janeiro.

Quando a Prisão Preventiva É Vedada em Lei

A legislação proíbe expressamente a decretação de preventiva em determinadas situações. Se o seu familiar se enquadra em alguma delas e mesmo assim foi preso, a medida é ilegal:

  • Crimes culposos (homicídio culposo no trânsito, lesão corporal culposa etc.) — a preventiva é vedada;
  • Contravenções penais — não admitem preventiva;
  • Infrações de menor potencial ofensivo com pena máxima de até 2 anos;
  • Quando houver excludente de ilicitude (legítima defesa, estado de necessidade, estrito cumprimento do dever legal) — salvo se for caso de excesso;
  • Quando for cabível fiança e não houver outro fundamento específico para a preventiva.

▶ Dra. Cristiane Dupret explica as espécies de prisão e as mudanças da Nova Lei 15.272/2025. Canal @CristianeDupret no YouTube.

Por Que Confiar no Dupret Pessôa Advogados Associados?

O escritório Dupret Pessôa Advogados Associados, em Copacabana, Rio de Janeiro, atua em prisões preventivas no RJ em todas as instâncias — do pedido de revogação perante o juízo de origem ao habeas corpus no STF. Com décadas de experiência em advocacia criminal, os sócios conhecem a jurisprudência local do TJRJ e as teses mais eficazes perante o STJ e o STF para combater prisões cautelares ilegais ou desproporcionais.

Dra. Cristiane Dupret

Mestre em Direito Penal (UERJ) · Especialista pela Universidade de Coimbra · Professora UERJ, EMERJ e FEEMP · Presidente do IDPB · Autora de mais de 10 obras jurídicas · +84 mil inscritos no YouTube (@CristianeDupret)

Dr. Ulisses Pessôa

Doutor em Direito pela UERJ/UNESA · Vice-Presidente do IDPB · Professor de pós-graduação na UERJ e UNESA · Atuação em prisões cautelares em todos os graus de jurisdição

Perguntas Frequentes sobre Prisão Preventiva no RJ

A prisão preventiva tem prazo máximo definido em lei?

Não há prazo máximo fixo. No entanto, o art. 316, §1° do CPP obriga o juiz a revisar sua necessidade a cada 90 dias. Sem revisão fundamentada nesse prazo, a prisão se torna ilegal e o advogado pode impetrar habeas corpus para a soltura imediata.

O que é a revisão obrigatória da preventiva a cada 90 dias?

É uma obrigação legal do juiz, incluída pelo Pacote Anticrime (Lei 13.964/2019): a cada 90 dias, ele deve verificar de ofício se os motivos que justificaram a preventiva ainda existem e estão atuais. Se não houver revisão fundamentada, a prisão se torna ilegal.

Quais são os requisitos para decretar a prisão preventiva?

O juiz precisa verificar dois requisitos cumulativos (prova do crime + indícios de autoria) e ao menos um dos fundamentos do art. 312 do CPP: garantia da ordem pública, da ordem econômica, conveniência da instrução criminal ou assegurar a aplicação da lei penal. Decisões abstratas, sem elementos concretos do caso, são ilegais.

Quando a prisão preventiva se torna ilegal?

Quando não houver revisão no prazo de 90 dias; quando a decisão for genérica e abstrata; quando cessarem os fundamentos que a justificaram; quando houver excesso de prazo na instrução criminal; ou quando for decretada em hipótese vedada em lei (crimes culposos, contravenções, casos de fiança).

O que o advogado pode fazer para revogar a prisão preventiva?

O advogado pode requerer a revogação ao juiz de origem demonstrando que os fundamentos cessaram; requerer a substituição por medidas cautelares alternativas (tornozeleira, comparecimento periódico, recolhimento domiciliar); ou impetrar habeas corpus no TJRJ, no STJ ou no STF em caso de ilegalidade manifesta.

A preventiva pode ser decretada para qualquer crime?

Não. É vedada em crimes culposos, contravenções penais, infrações de menor potencial ofensivo e quando presentes excludentes de ilicitude. Também não pode ser usada quando a lei prevê fiança como instrumento suficiente. Nesses casos, a decretação é ilegal e combatível por habeas corpus.

Qual a diferença entre prisão preventiva, temporária e em flagrante?

A prisão em flagrante ocorre no momento do crime, sem ordem judicial. A temporária é decretada durante o inquérito, por prazo determinado (5 ou 30 dias para crimes hediondos), para crimes específicos. A preventiva é decretada pelo juiz a qualquer momento, sem prazo fixo, com revisão obrigatória a cada 90 dias.

Você É Advogado ou Estuda Direito Penal?

Prisão preventiva, habeas corpus, medidas cautelares alternativas e toda a prática da advocacia criminal exigem conhecimento técnico profundo e atualizado. Conheça o IDPB — Instituto de Direito Penal Brasileiro, fundado pela Dra. Cristiane Dupret e pelo Dr. Ulisses Pessôa. Cursos práticos, com banco de peças reais, voltados para quem quer atuar com segurança na advocacia criminal.

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O Dupret Pessôa Advogados Associados analisa a legalidade da prisão, verifica o prazo de revisão e age imediatamente para garantir a liberdade do seu familiar.

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